Uva

Uva (Vitis sp.)

 

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Vitales

Família: Vitaceae

Gênero: Vitis L.

Nome Científico: Vitis SP.

Nomes Populares: Uva, Parreira, Videira, Vinha

Categoria: Frutas e Legumes, Trepadeiras

Clima: Mediterrâneo, Subtropical, Temperado, Tropical

Origem: Ásia

Altura: 3 a 6 metros

Luminosidade: Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene

A videira foi uma das primeiras plantas a serem cultivadas pelo homem, juntamente com o trigo, a oliveira, a ervilha, o linho, etc. Seu fruto – a uva – juntamente com o pão, é um dos principais alimentos da cultura ocidental. Para muitas religiões, a uva, a videira e o vinho são sagrados e carregados de simbologia, representando as pessoas, a alegria e promessas divinas. Na mitologia greco-romana, o vinho e as uvas, têm lugar especial e um deus próprio: Dionísio (Baco para os romanos), que é conhecido também como o deus da alegria.

A videira é uma trepadeira, de textura lenhosa, com caule retorcido e córtex escuro e fissurado. Seus ramos são flexíveis e emitem gavinhas de fixação. As folhas são grandes, alternas, pecioladas, cordiformes e com lóbulos dentados e pontiagudos. As inflorescências são do tipo rácemo, com flores bem pequenas, branco-esverdeadas. Os frutos são bagas, com polpa doce, gelatinosa a firme, com até três sementes e casca de cor variável, entre o verde, amarelo, rosa, roxo e preto. O período de floração e frutificação varia de acordo com a região, o clima e a variedade de uva.

As uvas podem ser consumidas in natura, ou na forma de passas, sucos, geléias. O suco fermentado das uvas dá origem ao vinho e ao vinagre. Além destes conhecidos, a gastronomia se beneficia do sabor da uva em molhos para carnes, doces, sorvetes, bolos, etc. A uva e seus produtos são reputados como alimentos funcionais, devido ao seu elevado conteúdo de sais minerais, vitaminas, e substâncias especiais, como flavonóides e resveratrol. Devido ao seu elevado teor de açúcares, se comparado às outras frutas, as uvas devem ser evitadas por diabéticos e pessoas em dietas de emagrecimento.

As principais espécies de videiras cultivadas são a Vitis vinifera, espécie mais freqüente na Europa e utilizada na fabricação de vinhos finos, a V. labrusca, a V. rotundifolia, a Vitis riparia e a Vitis aestivalis, todas americanas e utilizadas como porta-enxerto e para produção de uvas de mesa, de consumo in natura, sucos, geléias e vinhos. Durante os milhares de anos, desde a sua domesticação, foram desenvolvidas numerosas variedades e híbridos de videiras, para a produção de diferentes produtos e adaptação a uma ampla variedade de condições climáticas.

A uva é o fruto da videira (Vitis sp.), uma planta da família das Vitaceae. É utilizada frequentemente para produzir sumo, doce (geleia), vinho e passas, podendo também ser consumida ao natural.

As parreiras crescem bem depressa e em cerca de 2 a 4 anos após o plantio, podemos colher seus frutos. Elas podem ser conduzidas por diferentes suportes, que devem ser muito fortes e duráveis, para acompanhar a longeva vida da planta. Comercialmente, as videiras são conduzidas em suportes do tipo latada ou manjedoura. No paisagismo, o ideal é que seja conduzida em caramanchões, em locais bem ventilados e ensolarados. No período vegetativo até a frutificação, a videira apresenta-se verde e produz sombra, no entanto, após a colheita, ela perde as folhas e aparenta estar morta, e o que pode ser feio para alguns, é um excelente efeito dramático para outros.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em local protegido dos ventos fortes e com solo fértil, corrigido, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado periodicamente. A insolação direta é extremamente importante para a cultura da videira e a doçura dos frutos está relacionada com o período de sol que a planta recebe diariamente. Apesar de originalmente de clima temperado, hoje existem muitas variedades adaptadas ao calor tropical.

Entre as espécies de videiras podemos referir:

  • Vitis vinifera, o tipo de videira mais frequente na produção do vinho, na Europa;
  • Vitis labrusca, espécie norte-americana, utilizada na produção de sumo, uva de mesa e, algumas vezes, vinho;
  • Vitis riparia, tipo de videira bravio norte-americano, usado, às vezes, para produzir vinho;
  • Vitis rotundifolia, uva muscadínea, usada para doces e, por vezes, vinho;
  • Vitis aestivalis, em que a variedade Norton é usada para fabricar vinho.

A videira, vinha ou parreira é uma trepadeira da família das vitáceas, com tronco retorcido, ramos flexíveis, folhas grandes e repartidas em cinco lóbulos pontiagudos, flores esverdeadas em ramos, e cujo fruto é a uva. Originária da Ásia, a videira é cultivada em todas as regiões de clima temperado.

A videira não tolera solos pesados e encharcamento. É uma planta longeva e relativamente rústica, mas que necessita manutenção constante para que frutifique satisfatoriamente. Entre os manejos necessários podemos citar as podas, tutoramentos, amarrios, adubações, regas, pulverizações e colheita. Adubações mensais com esterco curtido estimulam o rápido crescimento e uma boa produção de frutos. Multiplica-se por sementes, estaquia e mais comumente por enxertia.

A videira produz as uvas, fruto de cujo suco se produz o vinho.

O cultivo da videira para a produção de vinho é uma das atividades mais antigas da civilização. Evidências indicam o cultivo da videira para a produção de vinho na região do Egito e da Ásia Menor durante o período neolítico ao mesmo tempo em que a humanidade, instalada em colônias permanentes, começou a cultivar alimentos e criar gado, além de produzir cerâmica.

O cultivo da uva começou cerca de 6.000 a 8.000 anos atrás, no Oriente Médio. A levedura, um dos primeiros microorganismos conhecidos pelo homem, ocorre naturalmente na casca das uvas, levando a produção de bebidas alcoólicas, como o vinho. Os primeiros vestígios de vinho tinto são vistos na Armênia antiga, onde foi encontrada a adega mais antiga do mundo, datando de cerca de 4.000 a.C.. Por volta do Século IX, a cidade de Xiraz era conhecido por produzir um dos melhores vinhos do Oriente Médio. Assim, tem sido proposto que o nome do vinho tinto de Syrah possui origens em Xiraz, uma cidade na Pérsia, onde a uva foi usada para fazer vinho Shirazi. Hieróglifos no Antigo Egito recordam o cultivo de uvas, e a história atesta também que povos antigos da Grécia, Fenícia e Roma também cultivavam uvas para a alimentação e produção de vinho. Mais tarde, o cultivo de uvas se espalhou pela Europa, norte da África e, finalmente, América do Norte. Uvas pertencentes ao gênero Vitis proliferaram naturalmente nas selvas da América do Norte, e foram parte da dieta de muitos nativos americanos, mas foram considerados pelos colonizadores europeus como impróprio para a produção de vinho.

No Brasil o cultivo da videira começou em 1535, na Capitania de São Vicente trazida pelos portugueses. A imigração italiana em São Paulo e na Região Sul do Brasil no final do século XIX deu um grande impulso à cultura. São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia são grandes produtores. As melhores épocas de produção variam com as características climáticas de cada região.

No Entreposto Terminal de São Paulo da CEAGESP predominam as uvas originárias do estado de São Paulo das regiões de Botucatu, Campinas, Itapetininga e Sorocaba, no período de novembro a março, e de Dracena e Jales de julho a novembro. O Estado do Paraná é o maior fornecedor nacional de julho a novembro, uma janela de mercado onde entram poucos fornecedores. O Nordeste do Brasil concentra a sua oferta de agosto a dezembro.

A uva é uma das frutas mais exportadas e também uma das mais importadas pelo Brasil. Uvas chilenas, americanas, argentinas têm no Brasil um mercado cada vez maior. A Câmara Setorial de Frutas, órgão da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo apresenta as normas de Classificação da Uva (Vitis vinifera L.).
Em 2017 o Brasil produziu 1,68 milhão de toneladas de uva, sendo o 11º maior produtor do mundo. O Rio Grande do Sul é o maior produtor nacional. Em 2017 o estado produziu 956 mil toneladas. Porém, devido aos faores climáticos, como o granizo, que destrói as plantações, a produtividade do Rio Grande do Sul oscila, e em muitos anos, perde-se parte da produção. Em 2016 o estado produziu 413 mil toneladas, em 2017 foram 956 mil toneladas, em 2018 foram 822 mil toneladas, e em 2019 foram 666 mil toneladas. Em outros estados do país, a produção é mais estável. Pernambuco é o 2º maior produtor de uva do país. Em 2017 o estado produziu 390 mil toneladas. No mesmo ano, São Paulo produziu 133 mil toneladas, Santa Catarina 65 mil toneladas, Paraná 56 mil toneladas e a Bahia 51 mil toneladas, entre outros.

O Rio Grande do Sul é responsável por quase 90% da produção brasleira de uvas destinadas ao processamento de vinho, espumante, suco de uva e outros produtos vinícolas, principalmente na área de Caxias do Sul e arredores. O Brasil está entre os 20 maiores produtores de vinho do mundo.

As uvas crescem em cachos de 15 a 300 frutos, e podem ser vermelhas, pretas, azul-escuras, amarelas, verdes, laranjas e rosas. “Uvas brancas” são naturalmente de cor verde, e são evolutivamente derivados da uva roxa. Mutações em dois genes reguladores de uvas brancas desativam a produção de antocianinas, que são responsáveis ​​pela cor púrpura das uvas.[12] As antocianinas e outros polifenóis são responsáveis ​​pelo vários tons, que variam de roxo a vermelho.

Os frutos também podem ser usados ​​na fabricação de vários produtos, como geleias, sucos, sorvetes e refrigerantes, e sua casca pode ser usada para fabricar panetone.

Na Bíblia, as uvas são mencionadas pela primeira vez quando Noé cultiva-os em sua fazenda (Gênesis 9:20-21). Referências sobre o vinho são feitas no livro de Provérbios (20:1) e no livro de Isaías (5:1-25). Deuteronômio (18:3-5, 14:22-27, 16:13-15) relata o uso do vinho durante festas judaicas. Uvas também foram significativas para ambos gregos e romanos, e seu deus da agricultura, Dionísio, estava ligado às uvas e do vinho, sendo freqüentemente retratado com folhas de uva em sua cabeça. As uvas são especialmente simbólicas para os cristãos, que desde o início da Igreja faz o uso do vinho na celebração da Eucaristia. Pontos de vista sobre o significado do vinho variam entre denominações. Na arte cristã, muitas vezes as uvas representam o sangue de Cristo.

Medicinal:

Indicações: Dispepsia, aterosclerose, edemas, atonia intestinal, doenças cardiovasculares, hipercolesterolemia, fermentações intestinais, nefrite, bronquite crônica, tuberculose, doenças do fígado, câncer, prisão de-ventre, etc.

Propriedades: Antiinflamatória, desintoxicante, antioxidante, expectorante, estimulante, diurética, afrodisíaca, tônica, calmante, laxante.

Partes usadas: Frutos, folhas (emplastros), sementes, suco, vinho.

Inseto e Nematóide:

Besouro-saltadores adultos comem brotos e folhas que se desdobram. As larvas se alimentam de cachos de flores e esqueletizam as folhas.

Como qualquer outra espécie de planta, a videira é exposta a influências ambientais, doenças e pragas. Existem várias pragas e doenças da videira em todo o mundo. A maioria delas são insetos e, em menos casos, também ácaros e nematóides. As pragas estão causando danos diretos e indiretos. Eles comem órgãos de videiras subterrâneos e acima do solo e são transmissores de doenças por fungos, vírus e fitoplasma. Pragas que ameaçam a videira são: borboletas, cigarras, insetos, pulgões, tripes, besouros, ácaros, etc.

Uma das pragas de vinha mais destrutivas da história foi a filoxera da uva, que danificou e destruiu várias vinhas da Europa. Chegou à Europa da América do Norte no final da década de 1850. Como as videiras americanas eram resistentes a essas pragas, os viticultores resolveram o problema enxertando videiras européias em videiras americanas. O fraco crescimento da videira pode ser o resultado de populações de nematóides altas que se alimentam das raízes. A alimentação de nemátodes pode resultar em aumento de lesões no inverno.

Os limiares provisórios de ação prescrevem tratamento quando 15% ou mais das folhas são destruídas por insetos desfolhantes, ou quando 4% ou mais dos cachos são destruídos por insetos alimentadores de cachos, mas essas diretrizes gerais podem variar em gravidade com base em vários fatores.

Doenças fúngicas:

As doenças fúngicas são o maior grupo de patógenos vegetais. Após a infecção, eles se espalham pelo vento e pela chuva, insetos e outros organismos também podem ser transmissores. Os sinais de infecção por fungos são sardas, necrose, cobertura mofada, apodrecimento e definhamento. As doenças fúngicas mais comuns da uva são: míldio, oídio, mofo cinza, braço morto, causado por dois fungos diferentes, Eutypa lata e Phomopsis viticola, e podridão negra.

Fitoplasma, vírus e doenças semelhantes a vírus:

Os fitoplasmas estão de acordo com a estrutura celular semelhante às bactérias. Eles vivem no tecido do floema da planta. Os vírus são patógenos microscópicos que vivem dentro das células vivas. Depois de entrar nas videiras, elas se espalham por todas as partes subterrâneas e acima do solo da planta. Na natureza, os vírus são transmitidos através de vetores – insetos, ácaros e nematóides. As alterações que aparecem no caso de doenças virais e fitoplasmáticas são: alterações na forma, tamanho e cor da lâmina e alterações na parte aérea e nos cachos da videira.

Doenças bacterianas:

As bactérias são organismos unicelulares simples que crescem rapidamente. Eles penetram nas videiras através de aberturas naturais de videiras ou através de feridas de videira. Os sinais mais comuns de infecções bacterianas são inflamação dos tecidos e formação de feridas por câncer.

 

Referências:

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Uva. Acessado em: 07 jul 2021.

Disponível em: https://www.jardineiro.net/plantas/uva-vitis-sp.html. Acessado em: 07 jul 2021.

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