Tomate

Tomate (Solanum lycopersicum)

 

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Solanales

Família: Solanaceae

Gênero: Solanum

Espécie: S. lycopersicum

Nome Científico: Solanum lycopersicum

Nomes Populares: Tomate, Tomateiro

Categoria: Frutas e Legumes, Plantas Hortícolas

Clima: Equatorial, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Tropical

Origem: América Central, América do Sul

Altura: 1,2 a 2,4 metros

Luminosidade: Sol Pleno

Ciclo de Vida: Anual

 

O tomateiro é uma das plantas hortícolas mais cultivadas no mundo todo. Seu fruto, o tomate, é amplamente utilizado na culinária de diversos países. Ele pertence à mesma família das batatas, do tabaco, dos pimentões e das berinjelas. Seu caule é de textura herbácea a semi-herbácea, ramificado, rasteiro ou trepador, flexível e recoberto por numerosos tricomas simples e glandulares. Inicialmente é ereto, mas gradativamente se torna prostrado, devido ao peso das ramas. Seu comprimento varia de 1,2 a 2,5 metros em média. As folhas são alternas, pecioladas, pinadas e com margens dentadas. As flores, agrupadas em número de 3 a 12, surgem em inflorescências do tipo cimeira e são amarelas.

O tomate é um fruto do tipo baga, e pode ter o formato, redondo, oblongo, achatado ou piriforme. Sua cor varia do verde, passando pelo amarelo, laranja, rosado, até o vermelho vivo, de acordo com a cultivar, sendo que pode apresentar um padrão liso ou com estrias. Há grande variação também no tamanho dos frutos, que podem ser pequenos, como na variedade cereja ou bem grandes, na coração-de-boi, podendo chegar a 750 gramas. No interior dos frutos carnosos se encontram as sementes, numerosas, pequenas, achatadas, envoltas por uma polpa gelatinosa e separadas em lóculos, que variam em número de acordo com a variedade.

O tomate apresenta sabor adocicado e levemente ácido, e pode ser apreciado de diversas maneiras. Ele pode ser consumido cru, cozido, assado ou desidratado; em diversas preparações como em sucos, saladas, molhos, sopas, drinks, polpas, geleias, catchup, tomate seco, etc. Sua cor vibrante e sabor inigualável conquistou o paladar de diversos povos. Rico em licopeno, vitaminas A, B e C, carotenóides e minerais, o tomate é nutritivo e contém propriedades antioxidantes.

O tomateiro se adapta à uma ampla variedade climática, podendo ser plantado em hortas e vasos, ao ar livre ou em estufas. Basta para isso escolher a cultivar mais apropriada ao clima, à estação do ano e ao paladar. É uma planta interessante para o aprendizado do jardineiro iniciante, pois é sujeita à uma grande variedade de doenças e pragas e exige cuidados e manejos constantes até a colheita. As crianças se beneficiam do aprendizado sobre a natureza e o ciclo das plantas ao plantar tomateiros, além disso poderão saborear o fruto do seu próprio trabalho.

Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, profundo, destorroado, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia o clima ameno e é bastante exigente em fertilidade. Em condições de elevada umidade e calor se torna muito suscetível às pragas e doenças. Necessita manejos específicos tais como transplante, amôntoa, desbrota, tutoramento com estacas e amarrios. Multiplica-se facilmente por sementes postas a germinar em sementeiras ou diretamente no local definitivo. Leva cerca de 110 dias do plantio à colheita no verão.

O tomate é o fruto do tomateiro (Solanum lycopersicum; Solanaceae). Da sua família, fazem também parte as berinjelas, as pimentas e os pimentões, além de algumas espécies não comestíveis. A palavra portuguesa tomate vem do castelhano tomate, derivada do náuatle (língua asteca) tomatl. Esta apareceu pela primeira vez na imprensa em 1595.

As espécies são originárias das Américas Central e do Sul; sua utilização como alimentos teve origem no México, espalhando-se por todo o mundo depois da colonização das Américas pelos europeus.

Suas muitas variedades são agora amplamente cultivadas, às vezes em estufas em climas mais frios. As plantas crescem tipicamente entre 1-3 metros de altura e desenvolvendo hastes fracas que se estendem sobre o chão ou trepam pelas outras plantas. É uma planta perene no seu habitat nativo, embora seja muitas vezes cultivada em climas temperados como anual. Um tomate comum médio pesa cerca de 100 gramas.

Etimologia: “Tomate” tem origem do náuatle tomatl, através do castelhano tomate. A palavra aparece pela primeira vez na imprensa em 1595.

Os Astecas e outros povos da Mesoamérica usavam o fruto em sua cozinha. A data exata da domesticação é desconhecida: sabe-se que em 500 AC já era cultivada no sul do México e, provavelmente, outras áreas. É uma crença popular entre o povo pueblo que aqueles que experimentaram a ingestão de sementes de tomate são abençoados com poderes de adivinhação.

Há evidências arqueológicas que mostram que o tomate verde (tomatillo), uma espécie que produz um ácido verde e que ainda é consumido no México, foi utilizado como alimento desde tempos pré-hispânicos. Isto sugere que o tomate também foi cultivado e utilizado pelos povos indígenas mesoamericanos antes da chegada dos espanhóis. É possível que, após a chegada do tomate espanhol foi cultivado e consumido mais de tomate verde por sua aparência colorida e vida mais longa após ser cosechado.

Os maias e outros povos da região utilizada para consumo, e foi cultivado no sul do México, e provavelmente em outras áreas ao século XVI. Entre as crenças das pessoas que testemunharam a ingestão de sementes de tomate que foram abençoados com poderes de adivinhação. O grande, tomate irregular, uma mutação de um mais suave, frutos menores, originou e foi incentivado na Mesoamérica. Smith indica que este é o ancestral direto de alguns tomates cultivados modernos.

O tomateiro é uma planta espermatófita, angiosperma e dicotiledônea. Trata-se de um fruto, uma vez que é o produto do desenvolvimento do ovário e do óvulo da flor, formando o pericarpo e as sementes, respectivamente, após a fecundação.

O tomate é rico em licopeno e contém vitamina C.

Apesar de constantemente associado à culinária italiana, dado seu largo uso na sua culinária italiana, o tomate já era primordialmente consumido nas civilizações inca, maia e asteca antes de ser levado para a Europa. Pertence a um extenso rol de alimentos da América pré-colombiana desconhecidos do Velho Mundo antes das grandes navegações, do qual fazem parte o milho, vários tipos de feijões, batatas, frutas como abacate e o cacau (de cujas sementes se faz o chocolate), afora artigos de uso nativo que se difundiram, como o chicle (seiva de Sapota (ou sapoti)) e o tabaco.

Inicialmente, o tomate era tido como venenoso pelos europeus e cultivado apenas para efeitos ornamentais, supostamente por causa de sua conexão com as mandrágoras, variedades de Solanáceas usadas em feitiçaria.

Os primeiros registros apontam para a sua chegada em Sevilha, na Espanha, no século XVI, que era um dos principais centros de irradiação comercial para toda a Europa, principalmente Itália e Países Baixos. Os italianos logo chamaram os primeiros frutos de pomo d’oro (pomo de ouro).

A literatura culinária espanhola antiga (1599 – 1611) não registra o uso do tomate. Na Itália, Antonio Latine escreveu, entre 1692 e 1694, o livro de cozinha napolitana Lo Scalco alla Moderna, em que uma das suas receitas recomendava levar ao lume pedaços de tomate, sem pele ou sementes, temperando com salsinha, cebola e alho picados, salpicados com sal e pimenta, acrescidos de azeite e vinagre, para obter um molho de tomate “de estilo espanhol”. Em 1745, o livro do espanhol Juan Altamiras descrevia duzentas receitas, dentre as quais treze tinham tomate em seus ingredientes. Já na Inglaterra, a partir de 1750, se tem evidências de seu uso pelas famílias judias, que já o consumiam, muito embora permanecesse suspeito ao restante dos cidadãos até o século XIX.

Somente no século XIX é que o tomate passou a ser consumido e cultivado em escala cada vez maior, inicialmente na Itália, depois na França e na Espanha, ganhando popularidade depois que os povos do sul da Europa declinaram sobre aquela suspeita, tornando-o um dos principais ingredientes da culinária mediterrânea. Alla bolognesa, à espanhola, à mexicana, à marselhesa, alla napolitana, alla parmigiana, à la orientale, à la niçoise, à portuguesa e à la provençale são apenas algumas das infinitas receitas que adotaram o fruto como ingrediente; uma lista que não para de se renovar.

Os tomates podem ser divididos em diversos grupos, de acordo com seu formato e sua finalidade de uso:

  • Santa Cruz, tradicional na culinária, utilizado em saladas e molhos e de formato oblongo;
  • Caqui, utilizado em saladas e lanches, de formato redondo;
  • Saladete, utilizado em saladas, de formato redondo;
  • Italiano, utilizado principalmente para molhos, podendo ainda fazer parte de saladas. Seu formato é oblongo, tipicamente alongado;
  • Cereja, utilizado como aperitivo, ou ainda em saladas. É um “minitomate”, com tamanho pequeno, redondo ou oblongo.

Valores nutricionais:

O consumo do tomate é recomendado pelos nutricionistas por ser um alimento rico em licopeno (média de 3,31 miligramas em cem gramas), vitaminas do complexo A e complexo B e minerais importantes, como o fósforo e o potássio, além de ácido fólico, cálcio e frutose. Quanto mais maduro, maior a concentração desses nutrientes.

O tomate é composto principalmente de água, possuindo, aproximadamente, catorze calorias em cem gramas, somente. Alguns estudos comprovam sua influência positiva no tratamento de câncer, pois o licopeno, pigmento que dá cor ao tomate, é considerado eficiente na prevenção do câncer de próstata e no fortalecimento do sistema imunológico.

De 1986 a 1998, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, analisou os hábitos de 50 000 homens. Segundo os resultados da pesquisa, os homens que consumiam molho de tomate duas vezes por semana tiveram 23 por cento menos incidência de câncer do que outros. A pesquisa concluiu, ainda, que os benefícios podem ser maiores caso o tomate seja cozido, acompanhando um pouco de azeite.

Colheita:

No Brasil, a colheita do tomate é feita predominantemente de maneira manual. Os frutos, retirados das plantas são colocados em cestas de bambu ou sacolas plásticas, semelhantes às utilizadas para a colheita de laranjas. Logo após, os frutos são transportados para galpões, em caixas plásticas, onde são classificados. Já na etapa de colheita, toma-se cuidado para que os frutos não sejam danificados, dando-se especial atenção para evitar que batam uns sobre os outros. Outros danos podem ser provenientes das estacas de bambu, ou dos sistemas de amarrilho utilizados. As sacolas plásticas também costumam causar mais danos ao fruto, na hora da colheita. Durante o transporte, os tomates novamente são submetidos a estragos e possíveis perdas, mesmo que transportados de forma protegida. Estima-se que o mercado brasileiro perde anualmente 30% de sua produção do tomate para mesa.

A produção agrícola de tomate no Brasil é bastante desenvolvida, tendo maior importância na economia do Sudeste e Centro-Oeste. Nesta região estão localizadas as maiores empresas de processamento do fruto.

A partir de 1995, a produção industrial de tomate saltou 29 por cento, com o desenvolvimento de novos derivados como sopas, sucos, tomates dos mais diversos tipos, molhos e o desenvolvimento das redes de fast-food, com crescimento baseado na busca de maior qualidade, o que trouxe boas oportunidades ao setor.

A produção brasileira de tomate no ano de 2018 foi de aproximadamente 4,1 milhões de toneladas, com valor total de produção de R$ 5 bilhões, sendo o país o 9º maior produtor do mundo. Em volume de produção, os principais estados produtores em 2018 foram Goiás (1,3 milhões de toneladas), São Paulo (870 mil toneladas) e Minas Gerais (539 mil toneladas).

 

Referências:

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Tomate. Acessado em: 23 jul 2021.

Disponível em: https://www.jardineiro.net/plantas/tomate-solanum-lycopersicum.html. Acessado em: 23 jul 2021.

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