Salsa

Salsa (Petroselinum crispum)

 

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Apiales

Família: Apiaceae

Género: Petroselinum

Espécie: P. crispum

Nome Científico: Petroselinum crispum

Sinonímia: Petroselinum sativum, Apium crispum, Apium petroselinum, Carum petroselinum, Petroselinum crispum, Petroselinum hortense, Petroselinum hortensis, Petroselinum peregrinum, Petroselinum vulgare

Nomes Populares: Salsa, Salsinha, Cheiro-verde, Perrexil, Cheiro, Salsa-cultivada, Salsa-das-hortas, Salsa-de-cheiro, Salsa-comum, Salsa-hortense, Salsa-vulgar

Categoria: Ervas Condimentares, Folhas e Flores, Medicinal, Plantas Hortícolas, Raízes e Rizomas

Clima: Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Temperado, Tropical

Origem: África, Argélia, Europa, Grécia, Itália, Mediterrâneo, Tunísia

Altura: 0,1 a 0,3 metros, 0,3 a 0,4 metros

Luminosidade: Sol Pleno

Ciclo de Vida: Bienal

 

A salsa é uma planta herbácea, condimentar e medicinal, utilizada desde a antiguidade e difundida em todas as áreas de clima temperado e subtropical. Ela forma pequenas touceiras, com longos ramos e folhas brilhantes, planas, divididas em folíolos também repartidos. A planta toda é muito aromática, com sabor pungente e ao mesmo tempo refrescante. No segundo verão, a planta emite inflorescências altas do tipo umbela, com numerosas flores amarelas a esverdeadas. Depois, forma sementes ovoides de cor parda e após isso a planta morre. Há três principais variedades de salsa, com numerosas cultivares cada uma. Há o tipo plano italiano, o neapolitanum, que é a salsa lisa comum. O crispum engloba as salsas de folha crespa, com sabor menos acentuado e mais utilizada para decorar pratos, como guarnição. Já a forma tuberosum é a das salsas cultivadas por suas raízes comestíveis, como a salsa-alemã e a de hamburgo.

A salsa não pode faltar na horta doméstica pois além de ser de fácil cultivo pode-se dizer que é um dos temperos mais utilizados na culinária mundial. Ela acrescenta muito sabor e refrescância a uma infinidade de preparações como sopas, cozidos, guizados, molhos, assados, saladas, etc e fica maravilhosa em pestos e sucos de tomate. Ela é rica em sais minerais e vitaminas, principalmente a vitamina C. Também é utilizada por seu valor como medicinal.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra em solo fértil, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Tolera frio e geadas, mas ressente-se com o calor intenso ou estiagem. Fertilize regularmente para um crescimento vigoroso das folhas. Colha as folhas mais externas dando um bom intervalo entre as colheitas para a planta se recuperar sem perder o viço. Multiplica-se facilmente por sementes postas a germinar em qualquer época do ano. Germina em 10 a 25 dias, mas pode-se apressar a germinação colocando-se as sementes de um dia para outro em água morna, antes da semeadura.

A salsa, salsinha, cheiro-verde ou perrexil [Petroselinum crispum (Mill.) Nym.; Apiaceae (Umbelliferae)] é uma planta herbácea bienal, podendo-se também cultivar como anual. Nativa da região mediterrânica central (sul de Itália, Argélia e Tunísia), naturalizada em toda a Europa e amplamente cultivada como condimento ou hortaliça.

É uma planta bienal que, no primeiro ano, forma uma roseta de folhas muito divididas, alcança de 10 a 25 cm de altura e possui talos que podem chegar a exceder 60 cm, com floríferos de 1 a 3 cm e um tubérculo usado como reserva para o inverno. No segundo ano, desenvolve um talo de flor de até 75 cm de altura com folhas esparsas e umbela de topo plano com diâmetro de 3 a 10 cm, com várias flores verde-amareladas de 2 mm de diâmetro. As sementes são ovoides de 2 a 3mm. A planta normalmente morre após o amadurecimento das sementes.

O cultivo da salsa faz-se há mais de trezentos anos, sendo uma das ervas aromáticas mais populares da gastronomia mundial.

A reprodução é feita por sementes, num local ensolarado e em solo drenado que não seja demasiado compacto. Também pode ser cultivada em vasos fundos numa janela ensolarada. Desenvolve melhor entre 22 e 30 °C. A germinação é lenta, durando de quatro a seis semanas devido à furanocumarina que envolve a sua semente. Plantas cultivadas a partir dos talos são normalmente espaçadas em 10 cm, enquanto as cultivadas pela raiz são espaçadas em 20 cm para permitir o desenvolvimento da raiz.

A salsa atrai alguns animais. Certas espécies de borboletas põem seus ovos na planta. Quando eles eclodem, saem lagartas pretas com listras verdes e pontos amarelos que se alimentam da planta por duas semanas, até formarem a pupa. As abelhas e outros insetos que se alimentam de néctar visitam as flores, enquanto pássaros, como o pintassilgo-comum, se alimentam das sementes.

No cultivo, a salsa é subdividida em vários grupos cultivares dependendo da forma da planta, que é relacionado a seu uso final. Elas são frequentemente tratadas como variedades botânicas, mas são seleções de cultivo, não de origem botânica natural.

Salsa de folhas:

Os dois grupos principais de salsinha usados como ervas são as de folhas crespas (i.e.; P. crispum crispum group; syn. P. crispum var. crispum) e folhas lisas (P. crispum neapolitanum group; syn. P. crispum var. neapolitanum); desses, o grupo neapolitanum parece-se mais com a espécie selvagem. Alguns preferem cultivar a salsinha de folha lisa por ser mais fácil, sendo mais tolerante à chuva e ao sol, além de ter o sabor mais forte (apesar de discutível), enquanto a salsa de folhas crespas é preferida por outros devido à sua aparência mais decorativa. Um terceiro tipo, cultivado no sul da Itália, tem galhos grossos, parecidos com o salsão.

Salsa de raiz:

A variedade de salsa grande Petroselinum crispum tuberosum (P. crispum radicosum group, syn. P. crispum var. tuberosum) possui uma raiz engrossada axonomorfa, parecida com a cherovia, que se consome como hortaliça crua ou cozida. Esta variedade tem folhas maiores e mais rugosas que a salsa comum, mais semelhantes à espécie silvestre.

Benefícios e precauções:

A salsa fresca é rica em vitaminas e a sua celulose ajuda o movimento intestinal. Além de seu largo uso decorativo, a salsinha provê vários benefícios à saúde. É uma boa fonte de antioxidantes (especialmente luteolina), ácido fólico, vitamina C e vitamina A. Entre os benefícios à saúde declarados estão propriedades anti-inflamatórias e melhora no sistema imune.

Entretanto, a salsa não deve ser consumida em excesso por mulheres grávidas. É segura em quantidades normais de alimento, mas, em grandes quantidades, pode ter efeito indutor de parto, devido a um dos componentes do óleo essencial, o apiol.

Medicinal:

Indicações: Hipertensão arterial, Edemas, Retenção hídrica, Cistite, Depressão, Estados febris, Urticária, Alergias, Escorbuto, Feridas, Inapetência, Flatulência, Dismenorreia, Osteoporose, Reumatismo, Cálculos Renais, Acne e Picadas de Insetos

Propriedades: Diurético, Antitérmico, Estimulante, Antidepressivo, Hepatoprotetor, Antioxidante, Antialérgico, Antiescorbútico, Cicatrizante, Carminativa, Tônica, Aperiente e Digestiva

Partes Utilizadas: Toda planta.

Alerta:

Gestantes devem evitar o consumo de grandes quantidades da erva. O uso ocasional como tempero não provoca malefícios.

 

Referências:

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Salsa_(planta). Acessado em: 08 jul 2021.

Disponível em: https://www.jardineiro.net/plantas/salsa-petroselinum-crispum.html. Acessado em: 08 jul 2021.

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