Laranja

Laranja (Citrus sinensis)

 

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Sapindales

Família: Rutaceae

Gênero: Citrus

Espécie: C. maxima × C. reticulata

Nome Científico: Citrus sinensis

Nomes Populares: Laranja, Laranjeira

Categoria: Árvores, Árvores Frutíferas

Clima: Continental, Mediterrâneo, Oceânico, Subtropical, Temperado, Tropical

Origem: Ásia

Altura: 6 a 9 metros

Luminosidade: Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene

A laranja, fruto da laranjeira, é uma deliciosa fruta cítrica, e uma das frutas mais cultivadas no mundo todo. A laranjeira é uma árvore de porte médio e copa densa, arredondada e perene. Sua origem é controversa, diz-se que pode ser oriunda da Índia, China ou Vietnã, mas sabe-se de fato que a laranja é consumida desde à antiguidade. Seu tronco e ramos apresentam casca castanho-acinzentada e são um tanto tortuosos. As folhas são verdes, coriáceas, brilhantes e muito aromáticas.

A flores da laranjeira simbolizam a pureza, são brancas, pequenas e perfumadíssimas, atraindo abelhas melíferas em profusão. O mel de flores de laranjeira é um dos mais valorizados no mercado. Delas também extraem-se essências amplamente utilizadas na culinária, principalmente a árabe, e na indústria de perfumes. Os frutos são em geral esféricos, de casca alaranjada, com pericarpo branco, rico em pectina. A polpa é aquosa, de coloração entre o amarelo claro e o vermelho.

Dependendo da variedade, os frutos podem conter sementes ou não, que são arredondas e achatadas, de coloração verde-esbranquiçada a pardacenta. A frutificação pode-se estender durante todo o ano, mas é mais abundante no outono. Há cerca de 100 variedades de laranja produzidas em escala comercial. No Brasil, as diferentes variedades de laranja são classificadas em três grupos principais. As laranjas de umbigo, próprias para a mesa, caracterizadas pela presença de um fruto rudimentar no ápice do fruto; as laranjas comuns, mas ácidas e próprias para sucos; e as laranjas de baixa acidez, como a laranja-do-céu, de sabor mais suave, muito doce e pouco ácida.

As laranjas são comumente consumidas in natura, em sucos ou em preparações culinárias, como em bolos, caldas, geléias, chás, compotas, licores, sorvetes e uma infinidade de outras sobremesas. Sua polpa é surpreendente também em pratos salgados, como em molhos para aves, peixes e carne vermelha. Os óleos essenciais de laranja, extraídos principalmente da casca tem ampla utilização na indústria de perfumes, cosméticos, produtos de limpeza e aromaterapia, com propriedades calmantes e anti-depressivas.

As laranjeiras devem ser cultivadas sob sol pleno, em solo fértil, profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado a intervalos regulares. O plantio das mudas deve ser realizado no início da estação chuvosa, para facilitar o “pegamento”. É uma planta relativamente rústica e de fácil adaptação, apesar de ser sensível a uma infinidade de pragas e doenças que reduzem sua produtividade. Há variedades para as mais diversas condições climáticas, umas mais apropriadas ao clima ameno e outras mais adaptadas ao calor. O conhecimento sobre podas é muito importante na condução de pomares de laranjeiras e as principais podas compreendem a poda de formação, a de limpeza e a de rejuvenescimento. Multiplica-se principalmente por enxertia, mas pode ser propagada por sementes com facilidade.

A laranja é o fruto da laranjeira (Citrus × sinensis), uma árvore da família Rutaceae. É um fruto híbrido que teria surgido na Antiguidade a partir do cruzamento da cimboa com a tangerina.

O sabor da laranja varia do doce ao levemente ácido, mas na natureza existem também as laranjas extremamente ácidas, que pertencem a outra espécie, Citrus aurantium.

Frequentemente, esta fruta é descascada e comida ao natural, ou espremida para obter sumo. As pevides (pequenos caroços duros) são habitualmente removidas, embora possam ser usadas em algumas receitas. A casca exterior pode ser usada também em diversos pratos culinários, como ornamento, ou mesmo para dar algum sabor. O albedo, a camada branca interior da casca, de dimensão variável, raramente é utilizado, apesar de ter um sabor levemente doce. É recomendada para “quebrar” o sabor ácido da laranja na boca, após terminar de consumir o fruto.

A laranja doce foi trazida da China para a Europa no século XVI pelos portugueses. É por isso que as laranjas doces são denominadas “portuguesas” em vários países, especialmente nos Bálcãs (por exemplo, laranja em grego é portokali e portakal em turco), em romeno é portocala e portogallo com diferentes grafias nos vários dialectos italianos.

“Laranja” é oriundo do sânscrito nâranga, através do persa narrang e do árabe naranja.

A origem das frutas do gênero Citrus confunde-se, no tempo, com a história da humanidade. Sabe-se apenas que a maior parte dos frutos cítricos é originária de regiões entre a Índia e o sudeste do Himalaia, onde se encontram, ainda em estado silvestre, variedades de limeiras, cidreiras, limoeiros, pomeleiras, toranjeiras, laranjeiras amargas ou azedas, laranjeiras doces e de outros frutos ácidos aclimatados ou locais.

Alguns autores afirmam que os citrinos teriam surgido no leste asiático, de onde teriam sido levados para o norte da África e para o sul da Europa, chegando às Américas por volta de 1500. Porém, tanto na Europa como na América, foi na segunda metade do século XIX que tomaram impulso o cultivo e a comercialização de suas diferentes variedades. Os citrinos espalharam-se pelo mundo sofrendo mutações e originando novas variedades devido ao seu cultivo via sementes.

A história da laranja inicia-se na Índia, onde era conhecida pelo nome nareng. Da Índia este fruto espalhou-se pela restante da Ásia, passando a denominar-se narang, nome que foi dado a uma cidade paquistanesa, situada na província de Punjab.

Um dos primeiros locais da Europa onde se iniciou o cultivo da laranja na França, tendo os franceses adaptado o nome narang para orange. Foi com este nome que a laranja veio a ser associada em algumas culturas à cor do ouro. A palavra or, em francês, significa ouro.

Na Ásia e Médio Oriente, onde era conhecida, a laranjeira assumia-se como árvore ornamental e dotada de características extraordinárias. Era muito comum nos pátios das casas árabes abastadas, geralmente associada a uma fonte ou a um lago.

Em várias culturas, os seus frutos foram conhecidos como “maçãs do paraíso”. É possível ver em pinturas antigas os frutos da “Árvore da Ciência” representados por laranjas.

A cor de laranja encontra-se ligada ao fruto do mesmo nome e, em tempos antigos, eram ambos considerados exóticos.

A laranja é muito conhecida por ser fonte de vitamina C. A vitamina C é o nutriente mais importante da laranja. Duas laranjas por dia fornecem a quantidade de vitamina C de que o organismo precisa.[6] As laranjas produzidas em agricultura biológica parece que são mais ricas em vitamina C.

A forma mais eficiente de se beneficiar de todos os nutrientes da laranja é consumi-la fresca ou tomar seu suco. O suco terá níveis mais elevados de quase todos os nutrientes devido à sua concentração. No entanto, uma porção do suco contém o dobro de calorias e 85% menos de fibras do que a fruta.

O cultivo da laranja é um negócio significativo e uma importante parte das economias de vários países e regiões europeias, entre os quais Espanha, Itália, Romênia e a região do Algarve, em Portugal. Nos outros continentes, encontramos produção significativa na África do Sul, Angola, Zimbabué, nos estados da Flórida e Califórnia, nos Estados Unidos, na América do Sul principalmente na Argentina e no Brasil, sendo este último o maior produtor do mundo, concentrando grande parte da produção na cidade de Itápolis, em São Paulo[9] e o distrito Riverina, em Murray River, na Austrália.

O Brasil é o maior produtor mundial de laranja. A área total de plantio é estimada em 800 mil hectares. Estima-se que, de cada cinco copos de suco consumidos no mundo, três sejam produzidos no Brasil, que já deteve 50 % da produção mundial, exporta 98 % do que produz e detém 85 % de participação no mercado mundial. Na safra 2019, a produção brasileira foi de pouco mais de 17 milhões de toneladas. O Estado de São Paulo é o maior produtor, respondendo por 77% do total produzido no Brasil (13,2 milhões de toneladas). Outros estados com produção considerável são Minas Gerais (989 mil toneladas), Paraná (694 mil toneladas) e Bahia (574 mil toneladas). O Brasil é um grande exportador de suco de laranja: na safra 2019/2020, exportou quase 1 milhão de toneladas de suco, a um valor de US$ 1,650 bilhão, principalmente para a União Européia e os Estados Unidos. É um produto de alta importância na pauta de exportações do país.

As principais laranjas para consumo in natura no Brasil são a laranja-da-baía, laranja seleta, laranja japonesa, laranja-lima e laranja-pera. Já as principais laranjas utilizadas para a produção de sucos são a Laranja Valência, Pera Rio, Folha Murcha, Charmute e Hamlin.

Medicinal:

Indicações: Infecções, febres, problemas respiratórios, escorbuto (carência de vitamina C), aterosclerose, afecções da pele, intoxicações, ansiedade, reumatismo

Propriedades: antibiótica, adstringente, antiescorbútica, antiespasmódica, antiinflamatória, anti-séptica, antitérmica, calmante, regulador intestinal

Partes Utilizadas: folhas, frutos

 

Referências:

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Laranja. Acessado em: 12 jul 2021.

Disponível em: https://www.jardineiro.net/plantas/laranja-citrus-sinensis.html. Acessado em: 12 jul 2021.

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