Jabuticaba

Jabuticaba (Myrciaria cauliflora)

 

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Subclasse: Rosidae

Ordem: Myrtales

Família: Myrtaceae

Gênero: Plinia

Espécie: P. cauliflora

Nome Científico: Myrciaria cauliflora

Nomes Populares: Jabuticaba, Fruita, Jaboticaba, Jaboticabeira, Jabuticaba-açu, Jabuticaba-do-mato, Jabuticaba-paulista, Jabuticaba-preta, Jabuticaba-sabará, Jabuticabeira

Categoria: Árvores, Árvores Frutíferas, Árvores Ornamentais

Clima: Equatorial, Subtropical, Tropical

Origem: América do Sul, Brasil

Altura: 4,7 a 12 metros

Luminosidade: Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene

A jabuticabeira é uma árvore nativa da Mata Atlântica, conhecidas por seus deliciosos frutos. Seu tronco é bastante ramificado e de casca lisa, que se renova anualmente após a frutificação. Na primavera surgem do tronco numerosas flores brancas, que cobrem quase toda sua extensão. Este processo ocorre simultaneamente à queda das folhas, modificando completamente a aparência da árvore. Após a polinização, as flores gradativamente vão sendo substituídas por pequenos frutos verdes, esféricos, que tornam-se vermelhos e depois negros, quando completamente amadurecidos.

Os frutos são do tipo baga, apresentam casca brilhante e fina, que rompe-se facilmente à primeira mordida, evidenciando a polpa branca, doce e suculenta que envolve cerca de 1 a 4 sementes. Os frutos geralmente são consumidos in natura, mas prestam-se para o preparo de sucos, licores, aguardentes, vinagres e doces. São também muito atrativos para as aves silvestres. As safras de jaboticaba são proporcionalmente abundantes às chuvas que acompanham o amadurecimento dos frutos.

A jabuticabeira é uma planta elegante de folhas pequenas e atinge seu “auge” como planta ornamental durante a floração e frutificação. É uma planta própria para o quintal ou pomar, pois suas frutas azedam muito rapidamente o que a torna difícil de ser cultivada em grandes pomares comerciais. Como imortalizou o poeta Carlos Drummond de Andrade: “Jaboticaba chupa-se no pé”. É crescente sua utilização em jardins de vasos e como bonsai também, principalmente a variedade “Sabará”, de menor porte e maior precocidade.

A jabuticabeira é uma árvore de crescimento lento, que demanda cerca de 10 anos para sua primeira frutificação. Mas quando começa não para mais e sua produtividade cresce a cada ano. Quando adulta ela pode alcançar cerca de 15 metros de altura e apresenta copa em formato piramidal.A jabuticaba ou jaboticaba é o fruto da jaboticabeira ou jabuticabeira, uma árvore frutífera brasileira da família das mirtáceas, nativa da Mata Atlântica. Com a recente mudança na nomenclatura botânica, há divergências sobre a classificação da espécie: Myrciaria cauliflora (Mart.) O.Berg 1854, Plinia trunciflora (O.Berg) Kausel 1956 ou Plinia cauliflora (Mart.) Kausel 1956. Espécies relacionadas no gênero Myrciaria, frequentemente referidas pelos mesmos nomes comuns, são nativas da América do Sul, encontrada em países como Brasil, México, Bolívia, Uruguai, Paraguai e Argentina. Segundo Lorenzi et al., Plinia trunciflora seria outra espécie, a jabuticaba-café. A cidade de Jaboticabal, em São Paulo, foi nomeada em homenagem a essa planta.

Além da “Sabará”, as variedades de jabuticabeira mais cultivadas são a “Paulista”, de grande porte, alta produtividade, frutos grandes, a “Branca”, de porte médio, com muitos frutos grandes, verde-claros; a “Rajada”, que tem os frutos verde-bronzeados, grandes e doces, mas sua maturação é mediana, e a “Ponhema”, a mais apropriada para a industrialização do fruto, apresenta maior crescimento, alta produção e frutos grandes, que só devem ser consumidos quando bem maduros.

Deve ser cultivada sob sol pleno, em solos férteis, profundos e ricos em matéria orgânica. As mudas devem ser plantadas em covas bem preparadas, caladas e adicionadas de esterco curtido, torta de mamona, farinha de ossos e húmus de minhoca. É muito exigente em água, devendo ser irrigada regularmente, com especial atenção durante a floração e frutificação. É pouco tolerante às secas ou geadas Multiplica-se por sementes ou enxertia.

Descrita inicialmente em 1828 a partir de material cultivado, sua origem é desconhecida. Outros nomes populares: jabuticabeira-preta, jabuticabeira-rajada, jabuticabeira-rósea, jabuticabeira-vermelho-branca, jabuticaba-paulista, jabuticaba-ponhema, jabuticaba-açu. Outra espécie de jabuticabeira é a Myrciaria jaboticaba (Vell.) Berg, conhecida como jabuticaba-sabará e encontrada com mais frequência nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo, no Brasil.

Sabendo que os nomes jabuticaba ou jaboticaba são originários da língua tupi. A etimologia exata, porém, é desconhecida. Existem algumas etimologias possíveis:

  • ïapotï’kaba, que significaria “frutas em botão”;
  • îabotikaba, que significaria “gordura de jabuti”, pela junção de îaboti, jabuti, e kaba, gordura.
  • “jabuti” – espécie de cágado + “caba” = lugar. (jabuticaba = lugar do jabuti)

É planta catia, higrófila e que exige sol de moderado a pleno. A árvore, de até dez metros de altura, tem tronco claro, manchado, liso, com até quarenta centímetros de diâmetro. As folhas, simples, têm até sete centímetros de comprimento. Floresce na primavera e no verão, produzindo grande quantidade de frutos. As flores (e os frutos) crescem em aglomerados no tronco e ramos. Seus frutos pequenos, de casca negra e polpa branca aderida à única semente, são consumidos principalmente in natura, ou na forma de geleia, suco, licor, aguardente, vinho e vinagre.

É uma das frutíferas mais cultivadas, desde o Brasil Colônia, em pomares domésticos. É tradição o aluguel de pés de jabuticaba, o que permite a colheita e o consumo de todas as frutas de um dado pé durante um certo período de tempo. Na cidade de Sabará, em Minas Gerais, no Brasil, é realizado, anualmente, o Festival da Jabuticaba, visando a perpetuar a tradição da cidade como produtora da fruta. A cidade de Virginópolis, em Minas Gerais, também tem a tradição anual de realizar um Festival da Jabuticaba. Sempre na época em que as árvores estão mais carregadas de frutos, o que proporciona à cidade uma produção tradicional de licores, geleias, vinhos e doces a partir das frutas colhidas.

A dispersão dos frutos é feita pela fauna, incluindo aves. As sementes podem ser plantadas com a polpa, mas, para armazená-las, é necessário despolpá-las em água corrente e deixar secar à sombra.

Formas cultivadas:

  • jabuticaba-açu-paulista: frutos grandes de sabor levemente adstringente, consumidos “in natura”
  • jabuticaba-ponhema: muito produtiva, frutos grandes ligeiramente amargos,usada na produção de geleia
  • jabuticaba-precoce: frutificação frequente, frutos pouco resistentes, com casca muito fina
  • jabuticaba-vermelha: porte baixo, frutos vermelho-vinho

Estão presentes, na polpa da jabuticaba: ferro, fósforo, vitamina C e boas doses de niacina, uma vitamina do complexo B que facilita a digestão e ajuda a eliminar toxinas. Na casca escura existem teores de pectina e a peonidina, além de um pigmento, antocianina, responsável pela coloração azul-arroxeada da jabuticaba. No reino vegetal, a cor da jabuticaba é devido à presença de antocianina, serve para atrair os passarinhos. Isso é importante para espalhar as sementes e garantir a perpetuação da espécie.

Para a medicina, o interesse nas antocianinas é outro: elas têm uma potente ação antioxidante, ou seja, ajudam a eliminar do organismo moléculas instáveis de radicais livres. Esse efeito, observado em tubos de ensaio, dá uma pista para se compreender porque a incidência de tumores e problemas cardíacos é menor entre consumidores de alimentos ricos no pigmento. Ultimamente, surgiram estudos apontando uma nova ligação: as substâncias antioxidantes também auxiliariam a estabilizar o nível de açúcar no sangue dos diabéticos. Como a maior concentração de antocianinas está na casca da jabuticaba, é recomendável batê-la no preparo de sucos ou usá-la em geleias (as altas temperaturas não afetam suas substâncias benéficas).

No Brasil, é encontrada na Bahia, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Mais comum em planícies aluviais de beira de rios e em baixadas da mata pluvial e das submatas de altitude, principalmente de pinhais; é rara na mata primária sombria.

Paisagismo: Ornamental, a planta se presta ao paisagismo.

Ecologia: A planta atrai a avifauna.

Usos medicinais: A jabuticaba é utilizada para vários fins, tanto culinários como medicinais. Entre estes, o chá obtido com a casca do fruto é usado como tratamento para diarreias e disenterias, bem como para tratamento de inflamações crônicas nas amídalas, em que se deve fazer gargarejos com esse chá. Entre outras propriedades fitoterápicas, destacam-se antiasmática, hemoptise, inflamações dos intestinos.

Suco: O suco extraído da jabuticaba é culturalmente chamado em Minas Gerais de “jabuticabada”, nome que já se espalhou por todo o Brasil.[carece de fontes] A famosa jabuticabada era usada por muitas tribos indígenas para alimentar, principalmente, gestantes, por ser rica em ferro.[carece de fontes]

Vinho: Ao chegar na Mesorregião do Noroeste Fluminense, no Brasil, em fins do século XIX, os imigrantes italianos quiseram perpetuar o seu costume de fabricação e consumo de vinho. Não encontrando as uvas às quais estavam acostumados, os italianos passaram a fabricar vinho a partir das jabuticabas. Essa bebida tornou-se uma bebida típica da região.

Madeira: Por ser resistente, a madeira pode ser usada para o preparo de vigas, esteios, dormentes e obras internas.[15]

Aspectos econômicos:

De acordo com Magalhães et al, citado por Mota (2002) o potencial econômico da fruta é alto para consumo “in natura”. Entretanto, por ser muito perecível, seu período pós colheita é curto. Segundo Donadio (2000), a jabuticaba ainda é considerada uma fruta de pomares, mas a sua comercialização vem crescendo. Segundo o autor, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo comercializou em torno de 900 000 quilogramas de jabuticaba em 1980, e em 1998 este valor subiu para 4 000 000 quilogramas.

Fenologia:

A floração ocorre duas vezes ao ano, geralmente de julho a agosto e de novembro a dezembro, com os frutos amadurecendo entre agosto e setembro e de janeiro a fevereiro. Quando a planta é obtida por semente a primeira produção tem início após um período de 8 a 12 anos. Em condições de clima ideal podem ocorrer até 5 floradas. Segundo Duarte, sementes de frutos imaturos podem germinar com 15 a 17 dias.

O cultivo de enxertos é mais simples que desde a semente. Plantas enxertadas requerem manutenção cuidadosa e vivem menos tempo, embora produzam mais jovens. A taxa de germinação das sementes de jabuticaba é baixa, e a planta jovem precisa ser mantida em ambiente semissombreado nos primeiros meses de vida. É preciso manter a terra sempre úmida, regar constantemente e podar os ramos baixos.

Entre safras, é necessário escovar o tronco e os galhos para retirar cascas e resíduos das frutas e/ou flores antigas. Para manter o solo úmido, uma boa dica é colocar uma garrafa cheia de água com um furo na base ao lado do tronco. Porém, regas constantes são indispensáveis para uma boa colheita. O melhor momento para colher ocorre quando os frutos estão bem maduros, pretos e brilhantes. Quanto mais maduros, mais doces eles serão.

A jabuticaba na cultura política brasileira:

Dado que a fruta é nativa do Brasil, a palavra “jabuticaba” tem sido usada como metáfora para algo que só exista ou que só aconteça no Brasil – especialmente com referência a alguma particularidade do marco político-institucional do país ou do comportamento de agentes públicos brasileiros:

  • “É comum relacionar lances inusitados da política nacional à jabuticaba, fruta silvestre que só existe no Brasil.”
  • “A repugnância com o suspeito, julgado e condenado pela República, Joaquim Silvério dos Reis, ajudou a criar mais uma jabuticaba: ninguém denuncia.”

 

Referências:

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jabuticaba. Acessado em: 12 jul 2021.

Disponível em: https://www.jardineiro.net/plantas/jabuticaba-myrciaria-cauliflora.html. Acessado em: 12 jul 2021.

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