Erva-cidreira

Erva-cidreira (Melissa officinalis)

Nome Científico: Melissa officinalis

Sinonímia: Melissa bicornis, Calamintha officinalis, Melissa graveolens, Thymus melissa

Nomes Populares: Erva-cidreira, Melissa, Anafa, Anafe, Cidreira, Citronela-menor, Chá-da-frança, Coroa-de-rei, Capim-cheiroso, Capim-cidreira, Jacapé, Limonete, Melissa-romana, Erva-cidreira-verdadeira, Chá-de-tabuleiro, Cidrilha, Erva-cidreira-européia, Erva-luísa, Cidreira-verdadeira, Melitéia, Melissa-verdadeira, Salva-do-brasil

Família: Lamiaceae

Categoria: Ervas Condimentares, Folhas e Flores, Medicinal, Plantas Hortícolas

Clima: Mediterrâneo, Subtropical, Temperado, Tropical

Origem: Ásia, Europa, Mediterrâneo

Altura: 0,3 a 0,4 metros

Luminosidade: Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene

A erva-cidreira é uma planta herbácea e perene, de reconhecido valor como aromática e medicinal. Ela pertence à mesma família da hortelã e do manjericão e apresenta um típico perfume de limão nas folhas. Ela é bastante confundida com a erva-cidreira-de-folha (Lippia alba) e com o capim-cidró (Cymbopogon citratus), devido ao aroma semelhante e nomes populares em comum. Suas folhas são opostas, ovadas a rombóides, de margens crenadas e de cor verde clara. Os ramos são quadrangulares, ramificados e podem ser verdes ou avermelhados, mais eretos ou mais prostrados, de acordo com a cultivar. Ocorre ainda uma cultivar de folhas amarelas, a “All Gold” e uma variegada de amarelo, a “Variegata”. Floresce na primavera e verão, despontando flores pequenas, delicadas, de cor amarelo clara a lilás. Os frutos que se seguem são do tipo aquênio, oblongos e pardacentos. A floração da erva-cidreira é muito atrativa para abelhas e borboletas.

A erva-doce é uma espécie indispensável na horta doméstica. Com suas tenras folhas fazemos um saboroso chá quente, que conforta e acalma o coração aflito e ajuda nas noites insones, além de ter propriedades digestivas. No jardim, podemos aproveitá-la em bordaduras e forrações, em canteiros sempre ensolarados e com solo úmido. Seu atrativo principal é o aspecto entouceirado, cheio, combinado com a textura fina de suas folhas e as cores diversas, das cultivares comerciais. A melissa é comercialmente plantada para a produção de chás de ervas e óleo essencial, que pode utilizado em perfumaria, produtos de limpeza, produtos farmacêuticos, etc. Serve também na aromatização de bebidas alcoólicas especiais e como condimento em saladas.

A erva-cidreira, também conhecida popularmente como erva-cidreira verdadeira, ou apenas por melissa, é uma planta perene herbácea da família da menta /hortelã e do boldo (Lamiaceae), nativa da Europa meridional. O seu sabor e aroma característicos, frutado, de limão, principalmente nas folhas, deriva do seu óleo essencial do grupo dos terpenos (principalmente monoterpenos: carvacrol, p-cimeno, citral — geraniol e nerol — cânfora, etc).

As folhas são maiores e mais claras que as da hortelã, ovadas a romboidais ou oblongas e com a margem crenada.

Floresce no final do verão. As flores são de pequenas dimensões, de cor esbranquiçada ou róseas e atraem especialmente as abelhas, como se indica já no nome do seu gênero botânico (Melissa provém do grego e significa “abelha”). Nas regiões temperadas, os caules secam durante o Inverno, voltando a reverdecer na primavera. Os frutos são aquênios oblongos, de cor parda e lisos.

É uma planta muito utilizada na medicina tradicional, como erva aromática e em aromaterapia. É utilizada como antiespasmódica, antinevrálgica e como calmante. Acredita-se que ajude a conciliar o sono.

A Melissa officinalis é largamente confundida com a popularmente chamada erva cidreira de folha (Lippia alba), que possui flores lilases e amareladas em logos galhos quebradiços. Tais espécies aparentemente possuem as mesmas propriedades medicinais que a Melissa officinalis e também com o capim cidreira (Cymbopogon citratus) contudo, apesar da semelhança nas propriedades organolépticas, há diferenças na composição dos respectivos óleos essenciais.

Usos:

Esta planta é usada para atrair abelhas melíferas. É também cultivada e comercializada como planta ornamental. O óleo essencial é usado como ingrediente em perfumes, mas tem outros usos culinários e medicinais. É por vezes utilizada em pastas de dentes.

Culinária:

A erva-cidreira é utilizada como saborizante em gelados e tisanas, tanto quentes como geladas, frequentemente combinada com outras ervas como a hortelã. É uma adição comum ao chá de menta.

A erva-cidreira é também emparelhada com pratos de frutas e rebuçados. Adicionalmente, pode ser usada em pratos de peixe e é o ingrediente principal no pesto de erva-cidreira. O seu aroma deve-se a uma mistura de citronelal, citronelol, citral, geranial, ocimeno e cariofileno, entre outros.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo fértil, bem drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Prefere regiões de clima subtropical a temperado, evitando-se a umidade em excesso e o calor. Em invernos rigorosos ou com geada, a planta tem sua parte aérea queimada. No entanto, a raiz permanece viva e rebrota na primavera. Multiplica-se facilmente por sementes e divisão das touceiras enraizadas.

Medicina tradicional:

Indicações: Ansiedade, insônia, afecções gástricas, artralgias, cólica intestinais, enjôo, enxaquecas, epilepsia, flatulência, gases, gastralgia, hipertensão, insônia, irregularidades menstruais, herpes, picadas de insetos, gota, dores em geral, má circulação sanguínea, nervosismo, nevralgia (facial, dentária), odontalgias, afecções hepáticas e biliares, resfriados, taquicardia, tenesmo, tosse e afecções da vesícula biliar.

Propriedades: Calmante, sedativa, ansiolítica, relaxante, carminativa, adstringente, analgésica, antiinflamatória, antialérgica, antidispéptica, antiespasmódica, antimicrobiana, antinevrálgica, anti-séptica, antiviral, aromática, cicatrizante, colagoga, colerética, diurética, estomáquica, eupéptica, hipotensora, sudorífera, antiemética, antiespasmódica, diaforética, digestiva, emenagoga e febrífuga.

Partes Utilizadas: Folhas e ramos.

Óleo essencial:

A Melissa officinalis L., é uma planta medicinal bem conhecida há pelo menos 2000 anos, as folhas perfumadas desta planta têm sido amplamente usadas tanto na culinária como para o tratamento de doenças mentais e do sistema nervoso (agitação, insônia, etc.) problemas cardiovasculares e respiratórios, etc. Suas propriedades medicinais foram descritas formalmente pela primeira vez por Dioscórides (40 – 90 dC), desde então, suas propriedades medicinais foram mencionadas em muitos outros livros médicos de referência, incluindo Cânone da Medicina de Avicenna (980-1037), e “Al-Hawi” (A moderação – “Continens“), de Rasis (854-925/935), entre outros. Seu uso ou incorporação à medicina tradicional foram registrados principalmente em países europeus, Região do Mediterrâneo e países do Oriente Médio.

Na medicina tradicional austríaca, as folhas de M. officinalis são prescritas para uso interno — na forma de tisana — ou para aplicação externa — na forma de óleo essencial — para tratamento de distúrbios do trato intestinal, sistema nervoso, fígado e bílis. A erva cidreira é o ingrediente principal da Águas das Carmelitas, a qual pode ser encontrada à venda nas farmácias alemãs.

Segundo estudo de revisão bibliográfica a Melissa officinalis é uma planta cultivada em algumas partes do Irã e suas folhas são usadas na medicina popular iraniana por suas propriedades digestivas, carminativas, antiespasmódicas, sedativas, analgésicas, tônicas e diuréticas, bem como por distúrbios gastrointestinais funcionais. Esta mesma pesquisa indica que muitos estudos confirmaram os efeitos antioxidantes de preparados dessa planta, portanto, seu efeito na prevenção e tratamento de doenças relacionadas ao estresse oxidativo pode ser confiável.

Na medicina alternativa é usada como auxiliar do sono e da digestão. O óleo essencial é popular em aromaterapia.

 

 

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