Amora

Amora (Rubus rosifolius)

 

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Rosales

Família: Rosaceae

Género: Rubus

Espécie: R. rosifolius

Nome Científico: Rubus rosifolius

Sinonímia: Rubus commersonnii, Rubus coronarius, Rubus eustephanos, Rubus rosaefolius, Rubus pinnatus

Nomes Populares: Amora-vermelha, Framboesa-silvestre, Amora-do-mato, Moranguinho-silvestre, Moranguinho-do-mato, Framboesa-do-campo, Framboesa-vermelha, Amora-de-espinho, Moranguinho, Moranguinho-de-espinho, Morango-silvestre, Capinuríba, Amora-brava, Rosa-canina, Rosa-selvagem

Categoria: Arbustos, Frutas e Legumes, Plantas Hortícolas

Clima: Oceânico, Subtropical, Tropical

Origem: África, Ásia, Austrália, Ilhas Salomão, Indonésia, Maurícia, Nova Caledônia, Nova Guiné, Oceania, Vanuatu

Altura: 1,2 a 1,8 metros

Luminosidade: Meia Sombra, Sol Pleno

Ciclo de Vida: Perene

 

A Amora-vermelha é o pseudofruto de Rubus rosifolius Sm., uma planta considerada nativa de diversas regiões da África (Ilhas Maurício), de grande parte dos países Ásia e Oceania (Austrália, lhas Salomão, Nova Caledônia, Papua Nova-Guiné e Vanatu).

Erroneamente considerada como uma planta nativa no Brasil, é uma espécie introduzida e descrita como invasora no território brasileiro. Tornou-se naturalizada às condições brasileiras e está distribuída em áreas do Cerrado e Mata Atlântica, em Floresta Ombrófila Densa e Mista.

Pequeno arbusto de, no máximo, 1,50 m de altura. Forma amplas touceiras. É facilmente reconhecível pelos espinhos no caule e nas folhas e pela folhagem bastante recortada. As flores são brancas. Os “frutos” são bolinhas vermelhas e ocas e com pouco sabor. Com as amoras se fazem geleias, doces, compotas e vinhos.

A amora-vermelha é comum no Brasil nas regiões altas e frias, principalmente no Sudeste e no Sul. Invade preferencialmente ambientes úmidos (com mais de 1.800 mm de precipitação média anual), iluminados (exige sol parcial para florescer e frutificar, mas se desenvolve melhor em pleno sol), e em ambientes com altitude de moderada a elevada.

A amora-vermelha é uma planta arbustiva e frutífera, e apesar de que muitos possam pensar de que se trata de uma planta nativa do Brasil, ela é na verdade oriunda da África, Ásia e Oceania. No Brasil, a espécie se naturalizou principalmente nos estados do sul e do sudeste, aparecendo como espontânea na borda de matas e florestas úmidas, em localidades com altitude moderada. Trata-se de um arbusto ereto a prostrado, que atinge de meio metro até dois metros de altura, formando geralmente amplas touceiras. A ramagem é ramificada, esparsa e recoberta de acúleos pontiagudos.

As folhas são pinadas, com sete folíolos ovados, acuminados, ásperos, membranáceos, com margens serrilhadas, pêlos glandulares e cor verde brilhante. Floresce e frutifica durante o outono e a primavera, despontando pequenas flores brancas e pentâmeras, nas axilas terminais. Os frutos são do tipo drupa apocárpica, pequenos, macios e vermelho brilhantes quando maduros. Eles são ocos, doces e levemente ácidos e podem ser consumidos in natura, ou na forma de doces, geléias, compotas, vinhos, licores, iogurtes, smoothies, recheios, pavlovas, sucos e sorvetes. Os frutinhos também são muito atrativos para os passarinhos. Ocorre ainda uma variedade de frutos amarelos.

Um arbusto que além de ornamental faz a alegria das crianças. Não se surpreenda se ele aparecer no seu jardim. Esta espécie tem um potencial invasor e se dissemina muito fácil pela ação dos passarinhos. Resta-nos aproveitar a colheita de frutinhos que insistem em aparecer diariamente. Aproveite nas suas receitas e dê uma forcinha para a natureza caprichando nas regas e adubação. Apesar de rústica, você pode aumentar a produtividade da planta com cuidados como podas, fertilização e irrigação suplementar.

Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em qualquer tipo de solo de arenoso a argiloso, mas preferencialmente profundo, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Prefere o clima ameno das regiões subtropicais, não tolerando climas excessivamente secos e quentes. É interessante renovar os plantios a cada três anos para recuperar o viço das plantas com a formação de novas raízes. As podas também estimulam uma boa frutificação e devem ser realizadas no final do inverno, eliminando-se os ramos que frutificaram, além de galhos secos, doentes e mal formados. Fertilize durante toda primavera e verão, com esterco curtido, farinha de ossos e cinzas. Cubra o solo com uma generosa camada de folhas secas ou outra cobertura morta. Multiplica-se facilmente por sementes, divisão da ramagem enraizada, estaquia, mergulhia e por brotações que surgem diretamente das raízes.

Medicinal:

Indicações: Diarreia, Cólicas Menstruais, Náuseas e enjôos de gravidez e dores do parto.

Partes Utilizadas: Folhas

Alerta: Esta espécie pode se tornar invasora em determinadas situações.

 

Referências:

Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Amora-vermelha. Acessado em: 12 jul 2021.

Disponível em: https://www.jardineiro.net/plantas/amora-vermelha-rubus-rosifolius.html. Acessado em: 12 jul 2021.

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