O Carmo na Bienal – 05/09

O Colegio Nossa Senhora do Carmo está comemorando em dose dupla.
Teremos na Bienal do Livro dois alunos fazendo o lançamento de seus livros.
O Hugo Kerth, que foi nosso aluno desde a educação infantil e se formou a seis anos, estará fazendo e relançamento de seu livro A Pequenez e a Mariana Reis lançando seu terceiro livro O sonho de Tobias.
O Colégio Nossa Senhora do Carmo deseja aos seus dois autores sucesso e que muitas outras conquista possamos festejar.

Hugo Kerth, estudou em nosso colégio desde a alfabetização.
Em seu nono ano, publicou seu primeiro livro – A Pequenez. Concluiu o Ensino Medio e foi em busca de seus sonhos
Hoje o Hugo é ator-pesquisador na área de voz, professor de canto, tradutor, versionista e escritor. É bacharel em Artes Cênicas pela UNIRIO-RJ e atual mestrando na mesma Universidade, com pesquisa na área de voz e interpretação. No Projeto de Pesquisa em Teatro Musicado da UNIRIO, protagonizou o musical THE BOOK OF MORMON, que foi sucesso de público no RJ em sete temporadas e cerca de 40.000 espectadores entre 2013 e 2014. Desde 2012 é professor de canto do Estúdio VOCE, em Copacabana, escola especializada em voz falada e cantada, professor de outras escolas de artes renomadas no RJ como o CEFTEM (Centro de Estudo e Formação em Teatro Musical) e CAL (Casa das Artes de Laranjeiras) e é filiado a uma das mais importantes Associações de Professores de Voz do mundo: a VASTA – Voice and Speech Trainers Association (EUA). Também é licenciando em Letras português/inglês e Literaturas e especializou-se em TRADUÇÃO filiando-se à ABRATES (Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes). Foi aluno do Instituto Daniel Brilhante de Brito Escola de Tradução, tendo atuado na tradução e versão de peças que foram encenadas na Califórnia (EUA) entre 2011 e 2012 e peças em inglês encenadas no Brasil. Recentemente tem versionado artigos brasileiros de teatro para o inglês, para ser publicado em revistas teatrais norte-americanas. É atual aluno do INSTITUTO GOETHE Rio de Janeiro, cursando alemão. É autor de uma obra de ficção infanto-juvenil lançada em 2007 e exposta na Bienal do Livro do Rio de Janeiro de 2017. Seus últimos trabalhos no teatro são: O PRIMEIRO MUSICAL A GENTE NUNCA ESQUECE, POLITICAMENTE INCORRETOS e FAZENDO HISTÓRIA (THE HISTORY BOYS).

Reportagem do Jornal Papo Cabeça de abril de 2008 sobre o lançamento do livro do Hugo:

HUGO KERTH, NOVA PROMESSA DA LITERATURA BRASILEIRA

Hugo Kerth Cortazio da Silva, 16 anos, é aluno do 2° ano do Ensino Médio do Carmo e recentemente se tornou um jovem escritor. Dedicado, inteligente e estudioso, Hugo tem um talento nato para a comunicação, tanto que já apresentou o programa Papo Cabeça na TV, no Canal 7. O nosso jovem aluno resolveu se aventurar pelo mundo fascinante da leitura e escreveu o seu próprio livro: “A Pequenez”, publicado pela Editora ZEM. Um livro fictício com um enredo fantástico e recheado de mistério. Para quem ficou curioso e quer saber um pouquinho mais sobre o nosso autor, confira abaixo a entrevista que o Papo Cabeça realizou com o mesmo.

Como surgiu à ideia de escrever um livro?

“O ato de escrever, para mim, sempre me agradou muito. Um livro é apenas uma escrita um pouco mais longa e trabalhada de tudo aquilo que gosto de escrever. Os personagens que neste livro descrevi, vieram como um flash em minha cabeça. Antes, muito antes da idéia de escrever um livro, os personagens já haviam me tomado por completo e me induziram a escrever mais sobre cada um deles, e o destino dos mesmos que se cruzariam nesta obra.”

Você enfrentou muita dificuldade para conseguir uma editora que o publicasse? Por quê?

“Pesquisei muito um preço acessível para mandar publicar minha primeira obra. O primeiro lugar que visitei foi o Rio de Janeiro. Sempre vêm aquelas idéias que eu encontraria na cidade grande uma variedade de preços e editoras. Mas, acabou que encontrei na própria cidade de Teresópolis um preço menor e, principalmente, acessível. A editora aceitou a proposta, e depois disso, só encontrei dificuldades no processo de fazer o livro. Revisão, ilustração, e etc. Me fizeram ir várias vezes à gráfica para rever e ajeitar pontos que não gostava, aprovar os que me agradavam, etc. O prazo estava ficando curto e o livro estava ficando tempo demais na gráfica, enquanto isso, eu precisava correr com a correção dos capítulos. Enfim, essa foi a minha maior dificuldade.”

 Quanto tempo você levou para escrevê-lo?

Levei mais ou menos um ano para terminá-lo. Eu comecei esboçando no papel o roteiro de cada capítulo e vendo se a história possuía, antes de tudo, um sentido lógico. Depois, aos poucos, fui colocando tudo no computador. O primeiro capítulo foi praticamente à mão, do segundo em diante, usei o computador. Escrevia algumas páginas por dia, mas sempre tinha que reler e ver se ficavam bons. E nessa de ir e voltar me tomou um ano para o término da obra.”

Quem fez a revisão?

“O livro passou por etapas de revisão. Primeiro, alguém a quem devo muita gratidão é à professora Soeli Ribeiro que me ajudou muito na revisão inicial. Ela fez a revisão na tela do computador, antes mesmo que ele fosse para a gráfica. Depois de consertar minhas vírgulas e falhas de concordância (risos), ele finalmente foi à gráfica. Lá foi paginado e organizado nos capítulos corretos e depois impresso em um molde sem capa para que eu o revisasse mais uma vez. Depois disso, sim, ele pôde ser publicado.”

 Você achou difícil escrever? Por quê?

“Não achei difícil escrever. Reconheço que escrever um livro demanda muito trabalho e dedicação. Mas, a dificuldade é algo inevitável porque você tem que estar sempre atento à organização, à estruturação e à lógica da história do livro. Como disse anteriormente, acho escrever fascinante, então, à medida que eu ia escrevendo, me dava mais vontade de concluir a narrativa, e isso trouxe muita facilidade no desenvolver da minha escrita.”

 Qual foi a pessoa que mais te incentivou a levar a frente este projeto?

“Bom, é bem complicado poder citar uma única pessoa porque quando a notícia se espalhou pela minha família, todas as pessoas queriam saber mais, queriam estar dispostas a fazer tudo para ver meu sucesso, que isto fique bem claro. Mas posso dizer sem receio que minha avó paterna Kerline foi um grande veículo de ajuda para mim. Ela começou comigo a pesquisa por uma gráfica, falava com amigos escritores para lhe indicarem um caminho, e tudo isso ela passava para mim. Já disse a ela, mas nada me custaria reforçar meu enorme agradecimento que tenho por toda essa luta. Sem dúvida, é uma das pessoas que me auxiliou no primeiro passo da minha vida como escritor.”

 Como você se sente, sendo um jovem autor?

“Eu ouço muitos bons comentários que ser um jovem escritor nos dias de hoje é uma excelente qualidade. Em vista disso, creio que seja verdade. Vejo quantos jovens estão metidos em coisas ruins que não levam a nada, e estragam a própria vida com coisas supérfluas por aí. Ficaria imensamente feliz se o leitor não me interpretasse como um jovem perfeito […] E não afirmo que seja perfeito, pois estou bem longe dessa qualidade. Mas, é fato que escrever um livro é maravilhoso, o prazer é enorme, ver a gratidão das pessoas, o reconhecimento dos amigos, dos familiares, etc. Nada disso tem preço.”

Quais são seus planos para o futuro?

“Quero escrever mais. Um é pouco e não há limite para se dizer quando chegar ao muito. Meu desejo hoje é o de continuar seguindo com meus estudos e fazer a minha faculdade. Quero trabalhar e continuar a vida. A tarefa de escritor é paralela a tudo isso, pois vou continuar escrevendo cada vez melhor. Quero pôr minhas idéias e mensagens no papel e divulgá-las. E que venham mais idéias, porque quero continuar melhorando e aprimorando sempre as minhas obras!”

Hugo Kerth dá para o Papo Cabeça um breve resumo de seu livro, “A Pequenez”

“Bom, eu não posso contar tudo! Mas, a história trata, basicamente, de uma sociedade fictícia onde os seres habitantes são pequenos. Tudo nesta terra misteriosa parece ser perfeito. Mas, estes pequenos seres são escravizados por um déspota que almeja a GRANDEZA sem medidas.

É quando a história ganha um personagem também pequeno que surge na Terra de Pequenez absolutamente do nada. E a grandeza de sua alma faz com que ganhe forças para lutar contra a ambição do Soberano. Será que ele consegue? A categoria do livro é infanto-juvenil e trata justamente da grandeza que cada um possui dentro de si, ainda que se considere pequeno perante os demais.”

 

 

 

A exposição na Bienal deste ano será no domingo, dia 03, das 10h às 16h, no estande da Universidade Veiga de Almeida.

Fica no Pavilhão Verde, em frente à praça de alimentação

 

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